Pronto. Já mudei de mala e cuia do Blogger para o Wordpress. O endereço http://blog.gnustavo.com/ agora gera um redirect para o http://gnustavo.wordpress.com/. Pra eu manter o blog no meu domínio eu precisaria gastar uns 10 dólares por ano. Pensei no assunto uns cinco segundos e decidi que não vale a pena. :-)
O novo endereço do feed RSS é http://gnustavo.wordpress.com/feed/.
Vejo vocês lá.
Tchau!
Mudança feita
De mudança pro Wordpress
Pra todos aqueles um ou dois gatos pingados que costumavam seguir meu blog, quero avisar que estou deixando o Blogger e me mudando para o Wordpress. Recentemente eu atualizei a versão do Wordpress que usamos na empresa e fiquei bem impressionado com a qualidade geral da implementação e com as inúmeras possibilidades que ele oferece. Acabei de importar todos os posts deste blog para o Wordpress e estou deixando o Blogger.
Logo alterarei o domínio blog.gnustavo.com para apontar para minha nova casa. Depois disso, farei um último post aqui registrando os novos endereços de feed.
Meus filhos não gostam de ler. E agora?!
O Andreyev me mandou um link pro diário do Mentor Muniz, mais precisamente pro post no qual ele conta sobre a sua árdua luta pra manter o nível de leitura de suas filhas. Eu também tenho uma filha de sete e um filho (que perigo) pré-adolescente e achei o relato muito interessante. Só que, infelizmente, ele não achou uma fórmula mágica...
Aqui em casa eu tenho tentado ler junto com o Tiago há vários anos. Normalmente na cama, antes de dormirmos. Noto que ele gosta. Ele interage, ri e comenta. Quando vamos retomar a leitura ele quase sempre se lembra de onde paramos na véspera mais facilmente do que eu.
Mas ele gosta quando eu leio em voz alta pra ele. Ele mesmo não quer ler em voz alta pra mim. Cheguei a pensar nos últimos tempos em oferecer um prêmio financeiro por livro lido, mas temo que isso acabe passando a ideia de que a leitura não passa de um "trabalho enfadonho".
A Ju já tem pedido pra comprar livros de estórias e já leu um inteiro sozinha. Mas ainda não comecei a tentar estimulá-la oficialmente...
Eu, que sempre gostei de ler, não tenho certeza de como é que isso começou. Sempre achei que deve ter sido algum dos primeiros livros que eu li que me fisgou. Li "A Ilha Perdida" aos 8 anos e me lembro que gostei tremendamente. Depois foram outros livros da Coleção Vaga-Lume, lembram? "O Escaravelho do Diabo" era ótimo! Depois vieram os livros da Agatha Christie, dos quais eu devo ter lido uns 40. Este mês reli "O Caso dos Dez Negrinhos" (que foi retraduzido e renomeado como "E Não Sobrou Nenhum") com o Tiago e ele gostou bastante. Mas eu li todo ele em voz alta...
Outra série que o Mentor comenta e que eu li toda pro Tiago é a da Turma do Gordo, cujo primeiro é "O Gênio do Crime". Os dois ou três primeiros livros da série são muito legais mas depois as estórias começam a ficar muito surreais e sem graça.
Eu não sei se ainda não consegui encontrar o tipo de livro que vai "fisgar" o Tiago ou se a prática de ler em voz alta acaba deixando-o mal-acostumado ou, ainda, se a solução é outra ou se não tem mesmo uma solução...
Alguma idéia?
(Eu ia postar o seguinte como comentário, mas acho que faltou mesmo dizer porque que eu acho a leitura importante.)
Eu também acho que a leitura vai se transformar nos próximos anos. Não há como evitar. Mas se as vendas recentes do Kindle da Amazon indicam alguma coisa não é que a leitura de livros vai deixar de existir por completo.
Por que eu gostaria de cultivar o hábito da leitura nos meus filhos? Em parte é um tanto óbvio, mas há alguns argumentos que eu li recentemente que trazem à luz algumas razões mais específicas.
Um deles é o artigo do Nich Carr chamado Is Google Making Us Stupid?, no qual ele sugere que "na medida em que nós vamos perdendo o nosso repertório interno de uma densa herança cultural nós nos arriscamos a nos transformar em "pessoas panquecas", espalhando-nos de modo largo e raso enquanto nos conectamos à vasta rede de informações acessíveis ao mero toque de um botão". (Inspirador, não?)
Tem também um excelente artigo do Keith Stanovich, What Reading Does for the Mind?, no qual ele mostra evidências de como a quantidade de leitura (independente da qualidade, aliás) na infância tem consequências mensuráveis no nível de inteligência do adulto. E o mais impressionante é que quanto mais cedo a criança adquire o hábito, maiores são as consequências...
Agora dá licença que eu tô com pressa... :-)
Pequenos Céticos
Mais dia, menos dia, acaba chegando na vida de toda mãe aquele momento em que seu filho faz aquela temível pergunta:Não sei quanto a vocês, mas eu quase caí da rede de tanto rir quando li esse começo da introdução ao artigo de Heidi Anderson, "Skeptical Parenting: Raising Young Critical Thinkers", na Skeptical Inquiry de novembro. Afinal, eu também tenho dois filhos e nem sempre é fácil encontrar as respostas certas.
- Mamãe?
- Sim, querido.
- De onde vieram as pessoas?
- Você quer dizer, os bebês? Bem, primeiro o homem pega o pênis e...
- Não, não. Eu quero saber das primeiras pessoas. De onde vieram as primeiras pessoas na Terra?
Fiquei perplexa. O que eu podia dizer? Eu sabia que esse momento iria chegar, mas eu ainda estava completamente despreparada. Eu ficaria feliz em falar de sexo com ele, mas evolução? Como eu poderia explicar evolução para meu filho de três anos quando eu mesma não entendia direito? Afinal, eu era produto do sistema educacional público da Carolina do Sul.
E foi aí que eu disse a pior coisa que qualquer mãe pode dizer ao seu filho quando ele pergunta sobre esse tema controvertido. Não, eu não lhe disse que nós fomos criados por Deus ou que nós fomos plantados aqui há milênios como um experimento extraterrestre. Eu lhe disse algo muito, muito pior.
- Querido, um dia os macacos viraram gente.
A introdução é excepcional e cria muita expectativa para o resto do artigo que não consegue manter o mesmo nível. De qualquer modo, ele é útil para pais céticos vivendo numa comunidade a-cética como a nossa.
José Gabino Jr.
Mesmo Assim
Se nunca mais me visses e eu te olhasse,
Se te esquecesses que te amei um dia,
Se o teu eterno amor fosse fugace
Como a noite que sinto é triste e fria...
Se um dia me dissesses, face a face,
Que só asco por mim sentir podia...
E se tua boca me amaldiçoasse
Com louca maldição, feroz, sombria...
Se tornasses em pó minha ilusão,
Deixando que esta grande solidão
Que paira sobre mim, fatal desabe...
Se me fizesses tanto mal, eu juro
Qu'inda serias luz no meu futuro,
Que o mesmo te amaria - ou mais...
Quem sabe?
Essa é uma das minhas poesias prediletas do livro Olhos no Horizonte, do José Gabino Jr. Roubei este e outro livro do Gabino de meu pai há vários anos e os reencontrei semana passada enquanto vasculhava o sótão à procura de livros pra encher a nova estante do escritório.
O Gabino foi colega do meu pai na Cemig, em Belo Horizonte, lá pelos idos de 1987. Nessa época eu ainda estava na faculdade e foi numa das férias que eu ainda passava com meus pais que eu conheci o Gabino e o vi presentear meu pai com dois livros de poesias. Lembro-me muito pouco dele e provavelmente sequer chegamos a conversar. Mas fiquei seu fã logo na primeira leitura dos seus livros.
Os dois livros são edições caseiras, provavelmente produzidas pela família dele, um de 1978 e outro de 1986. Descobri que ele publicou um livro mais recente chamado Colhidos pelo Caminho e o encomendei na Estante Virtual.
Na introdução do segundo livro, Sol Entre Neblina, ele diz que:
Se conseguir transmitir alguma emoção a pelo menos um leitor, o esforço feito estará recompensado.Então está, Gabino.